22 jul 2013

Fotógrafo registra a nostalgia e a poesia de lugares abandonados

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“Todos sabem que nossas cidades foram feitas para serem destruídas”, canta Caetano Veloso, em inglês, na canção “Maria Bethânia”, do segundo de seus dois álbuns feitos durante o exílio londrino, no início da década de 1970. Ainda que as motivações do compositor baiano tenham sido outras, é possível compreender o insight que deu origem ao trecho quando conferirmos o trabalho de Matthias Haker, fotógrafo alemão cujas imagens ilustram este post.

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No conjunto de fotografias que compõe a série Decay (Decadência, na tradução para o português), ele registra espaços exuberantes, em outra época ocupados e bem cuidados, nos quais, agora, a ausência é protagonista, tirando o ser humano da cena para ser substituído por fungos, mofo, plantas, teias de aranha, cobras e outros animais.

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O fotógrafo eterniza a lenta derrocada da arquitetura, enfatizando o encanto que se contrapõe à destruição. Nas imagens estão retratados o caráter efêmero da vida, a autoridade inevitável da natureza e a assustadora riqueza em cores que nasce do vazio evidente.

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Estudante de Ciências de Computação em Dresden, na Alemanha, Haker descobriu sua paixão por fotografia em 2008, e desde então locais abandonados são seu assunto preferido. Além do sucesso que fazem na internet, as imagens já foram exibidas em Berlim. Uma das características que as torna tão especiais é o sigilo que Haker mantém a respeito do endereço dos locais retratados. Em resposta a muitos dos curiosos que o questionam sobre essas construções abandonadas, o fotógrafo afirma que nem todos conseguem ver a beleza que ele vê – e não agem de maneira tão respeitosa nesses ambientes. “Eu vi muito vandalismo, furto e outras péssimas coisas acontecerem a essas construções desde que elas se tornaram populares, e sinto que tudo que posso fazer é protegê-las”, sintetiza. Assim, tanto as direções quanto a nacionalidade dos espaços permanecem secretas, o que torna suas imagens ainda mais misteriosas.

Para capturar em uma só fotografia todas as cores existentes, Haker se utiliza da técnica HDR, unindo várias exposições em uma só imagem.

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Impressionante a nostalgia destas fotografias, não é mesmo? Conheça mais sobre esta e outras séries no site do próprio artista: www.matthiashaker.com

Abraços e ótimo início de semana a todos.

Equipe Portodesign.

 

Imagens: Matthias Haker.
Fonte: Texto adaptado de: Archdaily “Arte e Arquitetura: Ruína / Matthias Haker “

 

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