20 ago 2013

Canais, gôndolas e história mostram a beleza de Veneza, na Itália.

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Uma das impressões mais comuns que se tem ao chegar a Veneza é que se está em uma cidade de outro mundo, criada por uma civilização de outra galáxia. Veneza fica na Itália, mas às vezes você se esquece disso, pois a cidade não se parece em nada com o resto do país. Aliás, ela não se parece com nada no planeta.

Uma cidade flutuante, erguida no meio de um lago, com ruas aquáticas onde veículos (o que inclui ambulâncias, carros funerários, ônibus etc.) são barcos, tudo circundado por vielas, becos, pontezinhas e praças com todos aqueles dourados e surpreendentes detalhes escondidos em sua arquitetura bizantina. Tudo fruto da miscelânea de povos que passaram pela cidade, que foi importante ponte entre Ocidente e Oriente.

A geografia labiríntica de Veneza – cuidado mesmo para não se perder! – surgiu durante as invasões bárbaras, intensificadas nos séculos 5 e 6, quando habitantes de povoados do Vêneto e de regiões vizinhas eram forçados a fugir para onde conseguissem, inclusive para essas pequenas ilhas. Novas comunidades insulares foram se formando, e por volta do século 10 Veneza já era uma força comercial que se espalhara pelo Mediterrâneo, conquistando territórios que se estenderam até a Grécia.

Tal poder propiciou também o desenvolvimento cultural e arquitetônico da cidade, que se transformaria em perfeito museu ao ar livre, romântico em um nível quase inimaginável e que atrai a visita de multidões de turistas a cada ano.

Sobretudo no verão, é difícil escapar de filas ou congestionamento de pedestres entre os bequinhos, praças e vielas repartidas pelos seis sestieri (distritos) da cidade. A Piazza San Marco, o Canal Grande, a Ponte Rialto são disputados por muitos o ano todo. Mesmo lotada, porém, Veneza é inesquecível.

 

O QUE VISITAR EM VENEZA?

Duas simples sugestões para entender a cidade: na ida percorrer todo o Canal Grande e, na volta de vaporetto (uma espécie de ônibus-barco), ver Veneza do alto do Campanário de S. Marcos ou, ainda melhor, o Campanário de S. Giorgio.

Os pontos turísticos mais procurados são:

Piazza di San Marco

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Ao longo dos séculos, a Piazza di San Marco testemunhou cortejos, procissões, atividades políticas e festejos de Carnaval. Situam-se aí os mais imponentes monumentos históricos de Veneza.

 

Basílica di San Marco

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Esta é a mais famosa Basílica de Veneza e combina os estilos arquitetônicos e decorativos do Ocidente e do Oriente, sendo considerado um dos mais belos edifícios da Europa. Foi construída segundo um plano em cruz grega e coroada com cinco cúpulas, sendo a terceira igreja erigida neste local.

 

Palazzo Ducale

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Fundado no séc. IX era a residência oficial dos governadores de Veneza (os doges). Uma obra-prima gótica em que as massas arquiteturais foram invertidas: os grandes volumes do palácio, em mármore-rosa, estão colocados em cima de loggias e arcadas em pedra branca istriana de tratamento refinado.

 

Campanile

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Foi aqui, no topo do Campanile di San Marco, que Galileu Galilei apresentou o seu telescópio ao doge Leonardo Donà, em 1609. A primeira torre, construída em 1173, foi usada durante muitos anos como farol, para guiar os navegadores da laguna.

 

Ponte dos Suspiros

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Datada de 1600, esta ponte faz a passagem entre o Palazzo Ducale (e respectivas salas de tortura do tempo da Inquisição) para a prisão, do outro lado do canal. Deve o seu nome aos suspiros que os prisioneiros soltavam, depois de julgados e a caminho da cela.

 

Santi Geovanni e Paolo

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A igreja de Santi Geovanni e Paolo foi erguida pelos dominicanos entre 1240 e 1430, e ficou mais conhecida como San Zanipolo, rivalizando com Frari na conquista do título de Maior Igreja Gótica de Veneza. No seu interior estão os túmulos de 25 doges, alguns deles são verdadeiras obras de arte executadas por grandes escultores, nomeadamente da família Lombardo.

 

Burano

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Esta é a ilha mais animada de toda a Laguna, reconhecida à distância pela inclinação da torre da sua igreja. Burano é densamente povoada, tem canais com casas coloridas e a principal via de comunicação é a Via Baldassare Galuppi. Tem quiosques de venda de linho e rendas tradicionais, assim como trattorias ao ar livre, que servem peixe fresco.

 

Gôndolas

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Estas embarcações são perfeitamente adaptadas à navegação nos canais estreitos e pouco profundos. Têm uma linha esguia e um fundo plano, e fazem parte do cotidiano veneziano desde o século XI. Uma leve curvatura para a esquerda na proa compensa a força que o barqueiro exerce sobre o remo, impedindo que a embarcação gire sobre si mesma.

 

Santa Maria della Salute

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Mais de um milhão de pilares de madeira suportam o peso desta majestosa igreja barroca, um dos mais imponentes marcos arquitetônicos de Veneza. Baldassare Longhena iniciou a construção deste edifício em 1630 e nele trabalhou até o dia da sua morte; os trabalhos ficaram concluídos cinco anos depois, em 1687. No seu interior, podem ser admiradas obras de Tintoretto, Giusto Le Corte e Ticiano.

 

Rialto

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Esta é uma das primeiras zonas habitadas de Veneza. Inicialmente, foi uma zona bancária, mais tarde tornou‑se mercantil e, ainda hoje, possui diversos mercados, como o de fruta e legumes e o de peixe. Em 1588, depois de uma derrocada das estruturas de madeira, foi construída uma ponte em pedra sólida que, terminada em 1591, se tornou o único meio de atravessar o Grande Canal até 1854, quando foi construída a ponte da Accademia.

 

Santa Maria dei Miracoli

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Escondida num labirinto de vielas e canais, esta pequena igreja é uma obra-prima da arquitetura do início do Renascimento, sendo a igreja preferida dos venezianos para celebrarem os seus casamentos. O seu interior é decorado com mármore rosa, branco e cinzento, magnífico quando iluminado pelos raios solares. No teto, abobadado, existem 50 retratos de santos e profetas. Podem ser admiradas obras de Nicolò Pietro, Giorgio Lascaris e Tullio Lombardo, entre outros.

 

Scuola Grande di San Rocco

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Começou por ser uma confraria de caridade, fundada em honra de São Roque, mas rapidamente a Scuola se tornou uma das mais ricas de Veneza. Em 1564, os seus membros decidiram encarregar Tintoretto da decoração das paredes e do teto desta igreja majestosa. Aqui se encontra a mais maravilhosa das suas obras‑primas, a Crucificação, de 1565.

 

NOITE EM VENEZA

Veja algumas dicas de lugares para sair à noite em Veneza:

Harry’s Bar / Calle Vallaresso, San Marco – O nome desse bar deu origem a vários outros espalhados pelo mundo. O champanhe e o drink de pêssego são as marcas registradas do lugar.

Margaret Duchamp / Campo Santa Margherita – Bar tradicional de Veneza, ponto de encontro de moradores e turistas, de dia e de noite.

Cafè Noir / Calle San Pantalon – Lugar que costuma ficar repleto de jovens estudantes, especialmente à noite, quando festas são organizadas no lugar.

Cafè Blu / Calle Lunga San Pantalon – Recebe o mesmo público do Café Noir, porém, o lugar é mais tranqüilo.

Piccolo Mondo / Calle Contarini (Corfù) – Um lugar que atrai muitos jovens, por causa de suas festas e seu agito constante.

Round Midnight  / Fondamenta dello Squero – Bar ideal para quem está buscando um lugar para dançar em Veneza.

Impossível ir para a Itália e não conhecer Veneza. A cidade é encantadora em todos os aspectos.

Ótima semana a todos.

Abraços.

 

Grupo Portodesign.

 

Fontes: viagem.uol.com.br, www.dicaseturismo.com.br, www.aproximaviagem.pt

 

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